terça-feira, 31 de agosto de 2010






Não almejo teu amor... o sentimento é nobre

E o que sentimos vai além disso...

Não pretendo sentimentos

Não suspiro pelos teus pensamentos...

Pouco importa se não são meus...

Teus pensamentos são teus...

Eu desejo teu desejo
Eu quero é teu querer inteiro
Eu desejo os teus mais impuros anseios

Tua volúpia, teu sangue, teu ar

Esses eu desejo...

Eu não quero teu amor

Eu te quero por inteiro... suarento, lascivo, sem ar...

Eu te quero assim... despudoradamente meu...

Eu não quero ouvir verdades veladas... mentiras...

Não desejo a banalidade do vazio das palavras...

Eu te quero, só te quero inteiro...

Assim meu, entregue e viver na imensidão desse prazer...
Eu não quero teu amor...

Me basta tu, tua volúpia... só tu...


(Madalena Ribeiro)

NÓS...




NÓS


No teu corpo eu me encontro
No teu corpo eu me perco, me desencontro de mim...
No toque da tua pele sinto a minha se fundir, fluir...
No teu corpo, meu refúgio sou mais eu...
Sinto cada músculo do teu corpo pulsar como se fosse o meu...
Porque no teu corpo eu me exponho e ponho todo meu querer...
Sou tua e nesses momentos sou teu suor, tua pele, teu cheiro
Teu desejo sou eu...
Tuas mãos em mim são como asas de gaivota em vôo rasante
Tardes quentes de verão somos nós...
Tuas mãos que se encontram com as minhas, me buscam, me encontram
De um jeito todo teu, meu, nosso...
Em nossos corpos ardentes, meu, teu prazer...
Nos fundimos, sentimos e nos perdemos para nos encontrar...
Depois do amor... tal como tempestade passada vem o frescor
Alivio meu cansaço no teu corpo...
Ah teu corpo... teu e certas vezes tão meu... só meu!!!

(Madalena Ribeiro)

FASCINIO




FASCINIO


Querer, sentir, poder...
Buscar nas estrelas a luz
Do que julgo ser o teu olhar...
As lembranças chegam...

E começo a rebuscar no arcabouço da memória

Momentos inesquecíveis, sentimentos vividos
Inenarráveis...
Onde começa a lucidez e termina o sonho?
Não saberia dizer...
O agora inicia quando meu olhar cruza com o teu de estrelas...

Brilho intenso que me acende inteira e somos luz...
Toques uniformes e tão específicos e tão certeiros...

Depois, não se sabe onde começa a fantasia, onde termina o sonhar

Depois não se sabe nem mesmo o que é real...

Real nessa hora é só querer de novo e de novo Sentir-te sempre e sempre...
O que me dá o poder de ter a tua imagem tatuada e marcada em mim...

Fantasia ou miragem são esses momentos...

Só que eu vejo estrelas...

(Madalena Ribeiro)

NUNCA TE VI... SEMPRE TE AMEI...




NUNCA TE VI... SEMPRE TE AMEI...

Nunca te vi... não olhei teu olhar... não senti o teu toque
Não respirei teu respirar... nunca te vi... só te imagino...

Mas te sinto em cada fibra que me compõe...

Nunca ouvi tua voz... mas o som melodioso dela me preenche...

Nunca vi teu sorriso... nunca te vi sorrindo...

Mas tua risada me faz rir e viver...

Nunca senti tuas mãos... teu tocar...

Mas sinto-as suaves no enlace dos contornos do meu corpo...

Fantasias me inundam a mente e te imagino assim...

Nunca te vi...
Mas teu olhar acompanha meu caminhar...
Como uma sombra indelével, intocável, mas tão real...
Nunca senti teu abraço, teu calor... mas te sinto e te abraço

Te abraço no meu imaginar...

Nunca te vi mas te encontro a cada esquina do meu cotidiano...
Tua presença é marca tatuada em mim...

Nunca te vi mas te procuro
Tento te ver no meu futuro incerto

Tento te encontrar no meu olhar distante...

Tento te ver nos meus pensamentos divagantes...

Ah, ai eu te procuro e te encontro...

E embora não saibas eu te tenho aqui comigo, em mim...

Será que sabes ou pensas em mim?

Não sei e nem quero pensar... te penso por nós...

Nunca te vi mas te vejo como se fossemos nós...

Nunca te vi mas tua imagem me segue, persegue

E o teu olhar ilumina meu pensar, meu caminhar...

Nunca te vi... mas todos os dias te abraço e me fortaleço...

Nunca te vi... nunca te toquei... mas sempre te amei...
E sempre te amarei...

(Madalena Ribeiro)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

PER TE...



Oggi mi sono fermata e riflettere sulle parole delle persone, di quelli che bene o male suscitano emozioni in me...
Le parole, dicono che sono dettate dal cuore, dalla rabbia, dalla frustrazione, dalla paura... Ma poi a volte le parole servono? A volte non bastano, non sono sufficienti , serve di più! Servono i fatti, dimostrazioni, attenzioni che sembra nessuno ora riuscire a darmi... Allora mi chiedo, sono sbagliata io? Voglio un Uomo che mi Ami, che mi metta al centro dei suoi pensieri e non che mi mandi solo sms dicendome TI AMO... Voglio un Uomo per il quale io devo essere la persona più Importante... Quello che io do, lo pretendo in Cambio!!! Amare da sola non va bene... Chissa pretendevo troppo de te... Voglio amare però nn solo per la parola o le parole che possono essere dite ma per tutti sentimenti che esiste in me... Voglio un uomo che sia solo mio... come sono pieno di difetti ma mio e per i quale io sia la persona piu importante... Ma mi sa che é un sogno... Scusami tanto si sono cosi!!! Sto molto triste per me... per te... per tutto che nn siamo piu!

OLHOS DE CHUVA...



Olhos de Chuva


Não ouso olhar meus olhos no espelho...

Como pude me enganar tanto?

Tantas e tantas mentiras e eu acreditei em cada uma delas...

Não ouso olhar dentro de mim

Não ouso perguntar ao meu coração as razões

Meu coração enganoso e traidor...

Ele sim me enredou numa teia e me deixou ali

Prisioneira de mim, de um sonho...

Não ouso perguntar ao meu coração porque me enganou...

Eu me enganei ou queria me manter no engano...

É, eu queria, porque ali era vital pra mim...

Porém, não ouso olhar meus olhos no espelho, não mais...

Não ouso encarar a verdade que meus olhos vão me dizer...

Não quero ver cair a chuva retida neles, brilho enganoso...

Como pude me enganar tanto assim?

Com palavras vãs e doces meu coração se enganou...

Ouvia o que queria ouvir, meus olhos viam o que desejavam ver...

Não ouso perguntar a mim mesma as razões do desamor...

Não, eu não ouso olhar meus olhos de chuva no espelho...

(Madalena Ribeiro)

Mentiras...



Mentiras

Quantas vezes já te ouvi dizer “te amo”...

Quantas vezes olhei em teus olhos e acreditei...

Mas também quantas vezes algo dentro de mim vacila

E me chama à razão e me diz pra não ir tão fundo e me poupar...
Quantas vezes minha emoção fala mais alto que a razão

E me faz acreditar que falas a verdade...

E também quantas vezes sinto que nada é verdade

Porém, me iludo e nessa ilusão me sinto viva...
E minha razão me diz que mentes tão bem

Mas tão bem que creio em cada palavra...

Eu as sorvo, absorvo e respiro teu ar...

Vejo-me em teus braços e envolta em teus abraços
Escuto-te falar, me alimento de tuas palavras...
Quantas vezes meu raciocínio não funciona e cedo ao coração...

Eu respiro nessas horas mesmo sem ar e creio...

Quantas vezes já me dissestes “eu te amo” e eu acreditei...

Quantas vezes eu precisava ouvir e acreditar eu cri...

Como eu quero crer agora ainda que é tudo verdade

Que tudo que dizes é real...

Porque ao contrário terei a certeza que mentes muito bem...

(Madalena Ribeiro)