domingo, 30 de novembro de 2008

ESTRELAS NO OLHAR!!!


AINDA HÁ ESTRELAS EM MEU OLHAR


Que eu possa ser uma nova criatura

Que eu possa olhar o mundo com olhos de bondade

Que o meu querer seja desprovido de maldade

Que o mal que me façam eu veja como escada para meu crescimento

Que eu possa me olhar no espelho sem vergonha de mim mesma

E refletido nele ver meu olhar e enxergar por mim os meus muitos defeitos

Que eu possa amar sem preconceitos e sem temor

Amando apenas pelo amor de amar, sem amarras

Que esse meu amar seja livre e com olhar de paz

Que eu possa sentir e suportar o peso dessa liberdade em mim

Que eu possa ter a força de um leão no meu coração

Que eu nunca tenha medo de amar para não sofrer

Que eu possa deixar brilhar no meu olhar sofrido

Todas as estrelas que ainda tenho dentro de mim

Que brilhem mesmo em meio às lágrimas

Eu sei que existem estrelas em meu olhar...

Eu sei que em meu olhar há estrelas...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

AUSÊNCIA

AUSÊNCIA

Preciso de você e busco seu sorriso
Em lábios estranhos que passam por mim
Ouço seu suspiro leve e suave em bocas estranhas
Não é você, não são seus suspiros...
Sua presença é viva em mim, mas onde está?
Sob a luz pálida da lua caminho pelas calçadas
Calçadas nuas e frias, escuro em mim..
.
Nada encontro, não me encontro, não mais você
Sorrisos passam por mim em lábios estranhos
Não os enxergo e não me vêem eles também
Mas eu busco você nas madrugadas frias
Perambulo pelas ruas como dementada
Busco sua voz, nada encontro, só sons estranhos
Caminho longamente, sigo adiante
Mas após retorno cabisbaixa
Na minha busca nada é você

Nunca é você, nenhum sorriso do meu encontro
Nada mais é você...
Mas onde está se não aqui, mas faz eco em mim?


PRISIONEIRA DE MIM...


PRISIONEIRO

No silencio da noite algo me machuca a mente
Há um grito preso no peito, uma dor surda
Ininteligível, inacessível, um sussurro que faz eco
E machuca minha solitude noturna...

Procuro, debalde, encontrar a razão
Nada encontro e me ponho a cismar...
De repente, num súbito de lucidez
Um estalo na mente e uma saudade de mim...
Me vem uma saudade da criatura que fui
E que sei já não ser

E me indago onde me perdi...
Nos embriagantes soluços do teu amar?
Nos sussurros de amor que ouvi e falei, tantos?...
Onde ou quan do me apartei de meu EU?
E na madruga fria e insone vem a descoberta
O grito que ecoa dentro de mim sou EU
Ou o que fui um dia e me perdi de mim...
Reprimi, aprisionei, violentei, quando não vivi
Todos os sonhos que sonhei...

Renunciei por amor, amei, por certo e por demais
Mas agora e só agora
Reconheço que por esse amor
Aprisionei, enjaulei meu EU e esqueci de mim...
Na embriagues dos laços teus... doces laços que

Me aprisionaram e eu renunciei a tudo que sonhei...
Ah, descoberta estranha e aterradora
Me perdi de mim quando assumi minha insensata
E estranha necessidade de liberdade...
Sim, por que ser livre tem um preço
Alto preço que se paga com a solidão
A solidão dos diferentes, anormais, irracionais...

Paguei e ainda pago o preço dessa libertação
Dos laços que desfiz (desfiz?) a duras penas...
Sou livre, enfim, mas por que meu EU continua
Aprisionado dentro de mim?

Ah, solidão... O grito surdo é meu...
Que me perdi de mim por amor...

A SOLIDÃO DAS HORAS

Ah, sentimento de vazio e solidão...
Ah, horas mortas essas que custam a passar...
Por momentos sinto a alma a me sair do corpo
E ir ao teu encontro, mas onde estás?!?
Ah, angústia de querer e não poder...
Ah, sensação de inutilidade, de ser nada...
Ah, falta de sossego, de paz interior.
..
Mas, como tê-los se sequer minha alma está em mim?!?
Há em mim tal sentimento de solidão e desassossego
Que chega a ser desolação...
Minto, finjo o tempo inteiro...
Um dia fui feliz?
Não que eu lembre
Mas sinto falta dessa felicidade

Sentimento efêmero, meteórico em minha vida...
Ah, sensação de nunca ter sido nada
A felicidade sempre passou ao redor de mim
Jamais chegou a mim, sempre distante e fulgaz...
Ah, sensação de vazio e oco no coração...
Entre o que vêem em mim e o que sou
Há um mar imenso de vazio e solidão e des
assossego!
Sou uma invenção, caricatura de sorrisos e risos...
Ah, sensação de desassossego que não passa...
Ah vontade de voar, sem rumo...
Sem rumo com roteiro certo
Ah, quero apenas te ver e te tocar
Ah, queria apenas te encontrar...

Ah sensação de vazio, de falta tua...
Ah, coração, que teima em querer
O que não pode ter
...

MINHA TRISTEZA...

Pra esquecer minha tristeza...

Pra esquecer minha tristeza
Faço caras e boca, sorrisos amarelos...
Sorrio e abro bem os olhos que teimam em fechar...
Quando preciso esquecer
minha tristeza
Mantenho-as no secreto arcabouço das minhas lembranças...
Quando quero esquecer minha tristeza
Calo meu grito e a voz sai mansa, delineio meu falar...
De modo a que pensem que
estou em paz...
Quando tenho que esquecer minha tristeza
Falo com o olhar inexpressivo e, sup
ostamente sereno...
Olhar seco, pois as lágrimas estão bem guardadas
No compartimento secreto das lembranças
No arquivo vivo de minhas mortas lembranças...
É lá onde posso ch
orar...
Quando vou esquecer minha tristeza?...
Não existe tempo, nem lugar...
Pois quando ela se instala me dualizo,
Me transformo e deixo a aparent
e alegria se achegar...
Quando quero esquecer minha tristeza
Aí é que começo a chorar...
Quando quero lembrar minha tristeza
Me recolho e deixo extravasar
Correr o pranto, molhar o rosto
Deixo escorrer toda a lágri
ma presa em meu olhar...

FOTOGRAFIA...


FOTOGRAFIA

Hoje vi os olhos da minha juventude...
Como brilhavam, cheios de alegria!
Hoje revi os traços de um rosto cheio de confiança
Sem rugas de ressentimentos...
Hoje revi um sorriso

Cuja pureza não havia, ainda,
Sido maculada pela malícia do mundo...
Hoje revi um passado...
Viajei naquele rosto...
Senti saudades...
Hoje revi uns olhos
Hoje revi o passado
Hoje, revi uma foto daquela que fui...


terça-feira, 18 de novembro de 2008

SOLIDÃO...


SOLIDÃO AMIGA


A solidão certas vezes maltrata

Solidão as vezes nos mata aos poucos

Na surdina em nosso intimo sem que se perceba...

Nada existe que preencha o vazio nesses momentos...

Em certos momentos caminhar faz bem

Observar o vai-e-vem das ruas, pessoas que passam e nem enxergam

Como é desolador esse sentimento de não ser ninguém

De não ter mais esperanças de ser ou ter...

Ah, solidão que mata, sufoca o peito, não há como esconder...

Chega a noite, fria, escura, cheia de mistérios...

Ela é benfazeja e apraz ao solitário, tão escura e fria como dentro da alma...

Entra-se num labirinto escuro e frio, a sós, só pensamentos e mais nada...

É então hora de tirar a máscara e deixar cair dos olhos

A dor de ser só que está no coração...

Ah, solidão que maltrata, companheira inseparável dos meus dias...

Que certas horas me maltrata, mas que me faz companhia...

E, nesse paradoxo de vida, nesse continuo estar só

Sente-se a companhia...

Ah, seja bem vinda amiga solidão...